O advogado Marcio Rachkorsky e o síndico Alfredo listam 5 efeitos nefastos que uma má gestão que se prolonga demais deixa de herança no condomínio:

  1. Desequilíbrio financeiro: no Residencial Porto Seguro, a auditoria independente contratada apontou que a gestão anterior deixou como "legado" uma dívida de mais de R$ 3,1 milhões, entre INSS, prestadores de serviços e concessionárias.
  2. Afastamento entre moradores: gestão onde há muita oposição e briga acaba com a união e a amizade entre vizinhos, gera animosidade entre as pessoas e prejudica o convívio.
  3. Desvalorização patrimonial: segundo Rachkorsky, no caso de gestões corruptas, como o foco é desviar dinheiro, optam por fazer coisas que aparecem, obras faraônicas que enganam os condôminos dando uma falsa ilusão de que as coisas estão sendo bem cuidadas, mas deixam de lado as manutenções que ninguém enxerga e acabam sucateando o prédio. Para Alfredo das Neves, a desvalorização é o pior prejuízo. No caso do Residencial Porto Seguro, o valor do m2 é 40% menor do que a região.
  4. Elevado gasto para corrigir processos e manutenções: não se enxerga num primeiro momento, mas depois de muito tempo vem à tona o que é preciso investir para corrigir o que foi feito de errado em termos de processos, com auditoria, refazer obra mal feitas, que ficaram anos sendo "maquiadas", manutenções corretivas que custam muito mais do que se tivessem sido feitas as preventivas na hora certa.
  5. Má fama do condomínio na região, entre corretores de imóveis, contribuindo para a desvalorização do patrimônio, pois as pessoas ficam resistentes a comprar e a morar no condomínio onde teve "roubalheira e briga". A reputação do Residencial Porto Seguro ficou arranhada e esta foi uma das razões para a desvalorização do m2. "Todo mundo sabe o que aconteceu, gera impacto na cota condominial que fica mais alta e isso influencia no valor patrimonial. Desvalorização pega na reputação e no valor patrimonial", desabafa o síndico Alfredo das Neves.

via sindiconet.com.br