Para reprimir o crime, a dica é o administrador distribuir ou veicular, por intermédio de algum canal de comunicação do condomínio, uma cartilha de esclarecimentos a respeito da violência doméstica, mas sem usar possíveis casos ocorridos como exemplo.

“Esse tipo de assunto é um tanto quanto velado em condomínios, pois sendo algo muito particular, corre o risco de o condomínio ser processado por difamação, caso o assunto se espalhe, por isso deve ser tratado com muita cautela. Os funcionários da portaria devem ser instruídos a não comentar sobre o caso com demais colaboradores e moradores”, informa Valéria.

Como agir no momento da agressão contra mulheres

Em casos de agressão comprovada, onde os vizinhos escutam a briga, ou quando a vítima grita e solicita ajuda, é importante que síndico ou vizinhos acionem a Central de Atendimento à Mulher por meio do número de telefone 180 – de forma gratuita e confidencial –, para registrar a ocorrência. Esse canal de denúncia funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

O síndico, apesar de seu relevante papel em um condomínio, não é o responsável universal pela resolução de todos os problemas dos moradoresEle deve agir dentro das suas incumbências, mas não deve ir além”, diz Nathalie Murcia Rodrigues dos Santos, Delegada de Polícia Plantonista do 4° Distrito Policial de Santo André.

Mesmo em casos que a vítima não se pronuncia, a polícia poderá ser acionada pelo condomínio e o socorro é obrigatório, mesmo sendo contra a sua vontade.

“A justificativa para essa conduta mais rigorosa se funda no receio de que a situação se torne mais grave e sem possibilidade de ser sanada”, explica Laila Bueno, advogada consultora do Grupo Graiche.

Fonte: sindiconet.com.br