Um síndico precisa desenvolver determinadas competências e ainda ter outros requisitos nativos

A princípio, o síndico é o representante legal do condomínio, seja residencial, comercial ou misto, uma atividade definida pelo art. 1347- Código Civil. Mas, é possível ir além, uma vez que ele reúne interesses e objetivos dos condôminos, o síndico é responsável por toda a gestão, administração, receitas e despesas, planejamento, manutenção de todos os espaços, entre outras atividades.
Se o condomínio fosse uma empresa, o síndico seria o CEO.

Com o crescimento das cidades, crescem todos os problemas, seja falta de segurança, falta de mobilidade, entre outras situações presente nas grandes cidades. Com essa problemática, a engenharia e a arquitetura pensam os condomínios com todos os serviços que os condôminos não precisem sair para buscar os serviços básicos, isso sem contar com os condomínios clubes que oferecem muito conforto e comodidade, com muitas unidades, seguindo essa tendência os condomínios criados há alguns anos estão procurando se adaptar a essa nova realidade.

Sendo assim, aquela figura de um senhor aposentado, pouco aberto ao diálogo, ficou no passado. O perfil do síndico atual vem junto com uma série de atribuições nas quais cabe muito pouco a rigidez – e, sim, é preciso ter flexibilidade e capacidade de adaptação para encarar essa nova realidade.

Estreitando a apresentação: o chamado para ser síndico vem de uma ligação com a habilidade de administração, somado à proatividade e com toques de liderança. Mas, claro, não se nasce síndico, torna-se um, uma vez que esse gestor deve ter conhecimentos ao menos básicos sobre leis, legislação trabalhista, normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), segurança e higiene.

Quais os desafios de um síndico?

Centenas de pessoas – às vezes, milhares – vivendo em um mesmo espaço, muitas vezes com ideias e estilos de vida diferentes. Para que, com tantas diferenças seja possível estabelecer um denominador comum, que reúna um pouco de cada expectativa se faz necessária uma gestão, e no caso dos condomínios, essa figura central é o síndico.

Portanto é nele que fica concentrada a gerência do espaço, que passa por funções e habilidade, rotinas desenvolvidas por conhecimentos específicos, convergência dos interesses dos condôminos e, esse é o grande desafio, o desenvolvimento da liderança e o conhecimento do comportamento humano são fundamentais.

O síndico precisa entender primeiramente para quem fala, alinhar as expectativas e agir estrategicamente. Uma boa dica, que será abordada a seguir, é se debruçar na tarefa dos grupos sociais, e assim conseguir clareza para entender como funcionam e estabelecer comunicação e gestão adequada.

Trazer aos condôminos o desejo de participar das assembleias, para as comissões e de contribuir com o bom andamento do espaço e mediar conflitos também amplia o espectro de atuação da função.

Por outro lado, mais técnico e pragmático, o síndico precisa estar atento às mudanças constantes que regem a sociedade tanto comportamentais, legislativas, ambientais e tecnológicas.

Por que ser síndico?

Antes de iniciar ou continuar no cargo de síndico é muito importante responder certas questões.

Por que ser síndico?

Essa atividade ou profissão está em alinhamento com o propósito de vida?
A pessoa desenvolve a sindicatura em concordância com seus valores?

Fica a dica para quem gosta de pessoas, do desenvolvimento contínuo de competências, que precisam estar em constante desenvolvimento, possuem habilidades para desenvolver processos e planejamentos, aceitam feedback principalmente os negativos, gostam de seguir regras e procedimentos e gerir projetos, não pelos ganhos financeiros mais sim, por terem as competências necessárias para serem síndicos de sucesso e assim obterem excelentes resultados.

Fonte: Jornal O Semanário