Por melhor que seja a previsão orçamentária do condomínio, imprevistos acontecem, e é preciso estar preparado para grandes gastos no condomínio.

Hoje vamos dar algumas dicas para que o síndico tenha caixa suficiente para os grandes gastos no condomínio.

O fundo de reserva deve ser usado em situação de manutenção ou emergência. Porém, por melhor que seja a previsão orçamentária do condomínio, muitas vezes, este acaba sendo usado equivocadamente.

Isso porque, invariavelmente, imprevistos acontecem. A gente querendo ou não. E aí, custos altos tendem a aparecer. A receita, ou seja, os valores que entram no caixa de um condomínio são provenientes da arrecadação de taxas mensais pagas pelos condôminos.

Muitas vezes, este montante não é suficiente para cobrir os gastos ordinários. Valores que vão desde a folha de pagamento dos funcionários, passando pelas contas a pagar de energia elétrica, telefones, consumo de água até dos serviços de manutenção.

Previsão orçamentária do condomínio: Na ponta do lápis

Por causa de tudo disso, é tão importante que o síndico atue como um verdadeiro gestor de uma empresa. Ele deve ser bastante criterioso na hora de fazer a previsão orçamentária do condomínio.

Quanto maior a acuracidade do planejamento financeiro, melhor para todos.

O ideal é que as obrigações fiscais e contas possam ser pagas nos prazos determinados e que ainda reste algum dinheiro no caixa. Além do fundo de reserva.

Se os valores que saem empatam com os que entram, se acende uma luz amarela. É um alerta sobre uma situação pouco favorável: cuidado! Se está gastando demais!

Se em tempos normais, sem emergência alguma, a tal luz amarela já pode aparecer, imagine então quando algo inesperado ocorre.

Já pensou, em pleno verão, o piso da piscina dar sinais de infiltração? Você chama os técnicos e do nada, será necessária uma obra demorada e cara.

Ao mesmo tempo, a chegada de um novo morador desavisado deixa uma torneira aberta por horas a fio e a inundação alcança o poço do elevador. Isso causa uma queda de energia generalizada.

Ninguém está livre de ocorrências como estas que impedem que as contas — talvez já comprometidas —, não possam ser pagas. E o que dizer dos novos gastos emergenciais?

Siga estas dicas e dê conta dos grandes gastos no condomínio:

  • Se você perceber que a contribuição dos condôminos por meio da taxa paga mensalmente vem se tornando insuficiente mês a mês, não hesite. É melhor ajustar o valor, antes que a surpresa pra eles seja maior ainda.
  • Saiba que quanto ao fundo de reserva, os especialistas em gestão condominial recomendam que se deve ter o valor equivalente a duas ou duas arrecadações e meia do condomínio.
  • Quando aparecer um gasto inesperado ou emergencial, não sentar e chorar. É preciso agir. Convoque uma assembleia assim que você souber quanto custará pra resolver a situação. Os participantes do conselho fiscal podem ajudar nesta tarefa para você obter pareceres técnicos e respostas mais rápidas de eventuais fornecedores.
  • Na reunião, os demais condôminos e o representante da administradora vão contribuir na tomada de decisão. Fica mais fácil optar de forma coletiva por alguma solução. E, principalmente, aprovar os respectivos custos.

Fique atento

  • Vale lembrar que no caso de um gasto emergencial, há a possibilidade do síndico ou, na ausência deste, qualquer condômino orçar o serviço e autorizar sua execução.
  • A depender das circunstâncias, se isso ocorrer, o chamado de uma assembleia é feito depois. Para dar explicações, apresentar o problema e os orçamentos, fazer a prestação de contas e detalhar o procedimento que solucionou o problema.
  • Para que estas situações descritas até agora não virem realidade, só há um jeito: É preciso se precaver. Não use o fundo de reserva para cobrir as despesas do dia a dia. E se, por ventura, isso ocorrer, reponha o valor gasto assim que for possível.
  • Tente se informar melhor quanto ao sistema usado para realizar sua previsão orçamentária. Hoje em dia, há muitas formas inovadoras que garantem o equilíbrio orçamentário.
  • Avalie, também, em assembleia, a possibilidade de contar com uma medida de segurança referente às finanças do condomínio. Por exemplo, adotando um seguro mais amplo, que possa ser solicitado em emergências financeiras. Este tipo de apólice custa mais caro, mas compensa.

Fonte: Tudo Condo