Situações de emergências ou acidentes dentro de condomínios costumam ser mais comuns do que o esperado.

Sendo assim, a recomendação é estar por dentro dos procedimentos de emergência para tentar contornar qualquer adversidade.

No local é possível acontecer de tudo, desde um morador que passe mal dentro do seu apartamento, até pessoas presas nos elevadores ou princípios de incêndios. O que pode fazer diferença em todos e qualquer caso é uma reação rápida e correta.

Por isso vamos trazer nessa postagem algumas dicas importantes para os tipos de problemas mais comuns dentro de condomínios. Dicas que podem fazer diferença na hora de uma ação assertiva.

Principais emergências
– Incêndios

Os incêndios costumam ocorrer ou por descuido de algum morador, ou por um má conservação e manutenção de fiações elétricas, que pode provocar um curto circuito, por exemplo.

No primeiro caso é impossível o condomínio prevê que vai acontecer, ou ser responsabilizado. No entanto, o que é obrigação da administração é ensinar os moradores e funcionários o que fazer em caso de incêndio ou sinistro.

Sendo assim, a recomendação é oferecer um curso de brigadista, pelo menos, uma vez ao ano, ministrada por um membro do corpo de bombeiros.

Dessa forma, no momento da ocorrência, os residentes saberão como agir enquanto os bombeiros são acionados, o que pode ser feito através do número 193.

Curso de brigada de incêndio

  • Quem deve fazer o curso: síndico, porteiros, zelador e moradores
  • A lei não define um número mínimo de moradores que devem participar
  • É função do síndico incentivar a presença do maior número de moradores possível

O treinamento inclui:

  • primeiros socorros básicos,
  • uso dos equipamentos de combate a incêndio,
  • ​rotas, planos e medidas emergenciais em um incêndio
– Elevadores parados

Quando moradores ficam presos dentro de elevadores, a indicação é o acionamento da empresa que faz manutenção dos equipamentos e o acionamento dos bombeiros para resgate.

Não é indicado que outras pessoas, tanto morador como funcionário do condomínio, tentem socorrer os passageiros por si só. Já que isso pode trazer riscos tanto para todos os envolvidos.

– Vazamento de gás e água

Fechar os registros e esvaziar o local são as primeiras recomendações em caso de vazamento de. Feito isso, o segundo passo é entrar em contato com a distribuidora de gás para receber ajuda ou, em situações graves, o corpo de bombeiros.

No caso de vazamentos de água, a solução é mais rápido e pode ser feita por algum funcionário do condomínio que conheça os ramais de encanamento. Sendo assim, a recomendação principal é fechar o registro e em seguida buscar identificar a causa e assim realizar os reparos necessários.

– Conflito entre os moradores

Mais um caso no qual o síndico não tem controle, mas que pode tomar algumas ações, como aplicação de multas e advertências se os estranhamentos violarem as normas estabelecidas pelo condomínio.

Entretanto, caso a segurança do edifício esteja ameaçada, algum morador esteja armado, ou em caso de violências domésticas, o ideal é acionar a polícia, pelo 190, para que ela possa intervir adequadamente.

– Responsabilidades

Normalmente dentro de um condomínio, o responsável por quase tudo é o síndico, estando sua responsabilidade civil prevista nos artigos 1.347 e seguintes do Código Civil Brasileiro.

Entre essas responsabilidades estão; a de providenciar todas as manutenções do condomínio, zelar pela salubridade coletiva, segurança, administrar de maneira proba etc.

Sendo assim, para apontar responsabilidade antes é importante saber o dever do síndico. Se for por exemplo, algo relacionado a falta de manutenção, ele poderá ser responsabilizado, já que essa é um dos seus deveres.

Mas se for um incêndio que iniciou em algum apartamento por causa do descuido de algum morador, a responsabilidade do síndico nesse sentido é ter os equipamentos necessários com extintores disponíveis e no prazo de validade, assim como profissionais com treinamento de brigadista. Mas ele não poderá ser responsável pelo incêndio.

É importante perceber que vários tipos de problemas podem acontecer, no entanto, é preciso analisar toda a situação antes de apontar um culpado.

– Prevenção

Outro ponto importante é a prevenção. Manter as manutenções regulares dos espaços em dia pode significar um problema a menos e é de total responsabilidade do síndico.

Sem falar na necessidade de contar com funcionários bem instruído para lidar com eventualidades, ou seja, investir em treinamentos também é um ponto fundamental e que pode fazer a diferença em casos de incidentes.

E é o síndico que tem esse papel essencial na antecipação de acidentes e cada condomínio pode adaptar como medidas implementadas a fim de funcionários bem preparados e moradores bem instruídos.

– Contatos importantes

Polícia – número 190  |  SAMU – número 192  |  Bombeiros – número 193

Manter lista de empresas responsáveis pelas manutenções sempre atualizada e em local de fácil acesso. Empresas como:

  • manutenção de elevadores,
  • seguradora do condomínio,
  • empresa responsável pelo fornecimento de gás
  • empresas de manutenção das bombas e portões
– Normas

As normas regulamentadoras (NRs) definidas pelo Ministério do Trabalho estabelecem a parte do que precisa ser seguido pela administração do prédio.

Por exemplo, a NR-5 obriga os condomínios a ofereçam curso de CIPA [Comissão Interna de Prevenção de Acidentes] para pelo menos um dos funcionários.

A CIPA tem o papel de evitar incidentes de trabalho. Todos os condomínios com mais de 51 funcionários devem criar uma comissão. Já os locais com número inferior ficam obrigados apenas a destinar um funcionário para participar de um treinamento anual.

Uma outra norma que os condomínios precisam seguir, é ter sempre à disposição um equipado com material necessário para prestação de primeiros socorros. O kit deve incluir itens como gaze, atadura, esparadrapo, algodão, tesoura sem ponta, soro fisiológico, entre outros.

Fonte: mycond